Estado do Amapá (AP) [Geografia]

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O Amapá é um estado localizado na região norte do Brasil. É o segundo estado menos populoso e o décimo oitavo maior em área. Localizado no extremo norte do país, o Amapá é limitado no sentido horário pela Guiana Francesa ao norte, o Oceano Atlântico ao leste, o Pará ao sul e oeste e o Suriname a noroeste. A capital e maior cidade é Macapá. As florestas tropicais inexploradas cobrem mais de 70% do território do Amapá. A maioria de suas praias intactas é misturada a pântanos, criando a maior representação desse bioma no Brasil.

Macapá não é acessível a pé ou por estrada, e só pode ser alcançada por ar ou por água.

O rio Oiapoque continua a ser uma grande atração e identidade na geografia do Amapá, uma vez que foi considerada a parte mais ao norte de todo o Brasil.

A vasta selva amazônica constitui cerca de 90% da vegetação e paisagem deste estado brasileiro, dando-lhe uma misteriosa qualidade de mistério tropical, particularmente porque mais de dois terços desta selva ainda está por ser explorada.

No período colonial, a região era chamada de Guiana Portuguesa e fazia parte do estado brasileiro de Portugal. Mais tarde, a região foi distinguida das outras Guianas. O Amapá já foi parte do Pará, mas se tornou um território separado em 1943 e um estado em 1990. 

A característica dominante da região e 90% de sua área total é a Floresta Amazônica. Florestas inexploradas ocupam 70% do Amapá, e o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, estabelecido em 2002, é o maior parque florestal tropical do mundo. O estuário do rio Oiapoque, outrora considerado o ponto mais setentrional do Brasil, fica ao longo da costa do Oceano Atlântico, no norte do estado.

Os principais produtos do Amapá são madeiras de gabinete (mogno, cedro, pinho, eucalipto, jacarandá), plantas medicinais, peles de animais silvestres, borracha, juta, castanha-do-pará, peixes, crustáceos e moluscos. O ouro é encontrado nos cascalhos dos riachos. O Amapá é conhecido principalmente pelo grande manganês e significativas minas de minério de ferro no interior de Macapá. No final da década de 1970, foram construídas fábricas para produzir ferromanganês e silicomanganês do minério. O óleo foi descoberto na plataforma continental do estado do Amapá e os poços exploratórios foram perfurados. A agricultura de pequena escala sustenta uma proporção muito grande da população, com muitos outros ganhando a vida com a indústria pesqueira. O porto de Macapá (Porto Santana), rodovias e ferrovia ligam Macapá ao interior do estado e ao noroeste do Brasil. 

História do Amapá

Inicialmente, o Amapá estava sob a capitania portuguesa da Costa do Cabo Norte. No entanto, durante o século 17, foi invadida por ingleses e holandeses, que estavam tendo um interesse crescente na América do Sul em termos de sua terra e seus recursos naturais.

No entanto, os portugueses, que foram os primeiros colonos europeus na área, logo garantiram que os ingleses e holandeses fossem expulsos da área. No início dos anos 1700, uma fronteira oficial entre o Amapá e a Guiana Francesa foi estabelecida, mas geralmente ignorada pelos franceses. As disputas em relação ao território continuaram até o final do século XX. Quando o ouro foi descoberto e o valor da borracha aumentou em 1800, o Amapá se tornou cada vez mais popular. Isso forçou as nações a estabelecerem qual área pertencia a quais nações de maneira oficial e permanente, e o Amapá foi entregue ao Brasil.

Durante a era colonial, de 1637 a 1654, a região do Amapá foi incorporada à Capitania do Pará, que era a Capitania do Cabo de Norte. A região do Amapá tinha a maior população de qualquer região do Brasil no século 16, com uma população estimada de 7 milhões de habitantes. No início do período colonial, a região do Amapá era uma rica fonte de madeira, resinas, urucum, óleos vegetais e peixe salgado, todos exportados para a Europa. Os franceses estabeleceram plantações de cana-de-açúcar nesse período.

Com a descoberta dos depósitos minerais, a região do Amapá foi invadida pelos ingleses e holandeses, que acabaram sendo repelidos pelos portugueses. O Tratado de Utrecht em 1713 estabeleceu as fronteiras entre a colônia do Brasil e a Guiana Francesa, mas estas não foram respeitadas pelos franceses. Um forte foi construído em São José de Macapá, na atual Macapá, como base do poder português na região. No século XVIII, a França retomou o controle da área. Esta disputa internacional continuou até 1900.

Com a descoberta do ouro e o crescente valor da borracha no mercado internacional durante o século XIX, a população de fora aumentou no Amapá e a disputa territorial com a França foi levada à tona. Os colonos franceses estabeleceram o Estado de Counani (1886-1891). A corrida do ouro, no entanto, trouxe interesses brasileiros que ganharam o controle do território, o que levou a confrontos com os franceses. A disputa foi encaminhada para arbitragem e, em 1º de dezembro de 1900, a Comissão de Arbitragem de Genebra cedeu a posse do território ao Brasil. Foi incorporado ao estado do Pará, com o nome comum de Araguari (nomeado para o rio de mesmo nome). Tornou-se o federal território do Amapá em 1943.

A descoberta de ricos depósitos de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. O manganês continua sendo a maior fonte de receita no estado. O Amapá não alcançou a condição de estado até 5 de outubro de 1988, na época da promulgação da nova Constituição brasileira.

O estado do Amapá possui a menor taxa de perda de sua vegetação original para qualquer estado brasileiro, estimada em apenas 2%. A maior parte do território do Amapá é coberta por floresta tropical, enquanto as áreas restantes são cobertas por savana e planícies. No litoral do Amapá, praias quase intactas se misturam a pântanos, criando a maior representação desse bioma no Brasil. Esta mistura de sal e água doce é perfeita para a reprodução da cadeia alimentar de várias espécies animais. A poluição, no entanto, é agora um problema crônico no estado do Amapá. O mercúrio, usado na extração de ouro, é amplamente encontrado em fontes de água e sistemas de esgoto nos centros populacionais do Amapá. 

Um clima equatorial é um tipo de clima tropical em que não há estação seca – todos os meses têm valores médios de precipitação de pelo menos 60 mm. Geralmente é encontrado em latitudes dentro de cinco graus do equador, que são dominadas pela Zona de Convergência Intertropical. O clima de monção tropical é denominado na classificação climática de Köppen. A floresta tropical é a vegetação natural nas regiões equatoriais.

O setor de serviços é o maior componente do PIB, com 87,6%, seguido pelo setor industrial, com 7,8%. A agricultura representa 4,6% do PIB (2004). Exportações do Amapá: madeira 75,5%, minérios 18,7%, palmito 5,5% (2002). Participação da economia brasileira: 0,2% (2005).

A bandeira do Amapá foi adotada pelo Decreto nº 8 de 23 de abril de 1984. O azul representa o céu sobre o Amapá e a justiça, o verde representa a floresta nativa e o amarelo representa a União e seus recursos naturais. O negro representa os falecidos que trabalhavam para o Estado, e os brancos pela vontade do Estado de viver em paz e estabilidade. O símbolo no lado da elevação representa a Fortaleza de São José, da qual a capital do estado cresceu. 

Antes de 1984, o estado tinha uma bandeira vermelho-branco-avermelhada, baseada na bandeira do Pará, e semelhante à bandeira do Peru.

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