Inconfidência Mineira [História]

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A ameaça de derramamento ou a cobrança de quintas atrasadas por Portugal criou um pretexto para a reação das elites locais a partir de 1789 no movimento que exigiria na metrópole a Inconfidência Mineira.

Quais Foram as Causas da Inconfidência Mineira?

Nas duas últimas décadas do século XVIII, a produção de ouro no Brasil diminuiu significativamente. O caso já era sentido na década de 1770 e tornou-se ainda mais claro na década seguinte. Com a produção decrescente também a coleção voltou, já que a parte do rei era 1/5 do ouro.

A Coroa Portuguesa, que precisava de recursos para cumprir suas obrigações, decidiu recorrer à cobrança extraordinária de impostos pelo Marquês de Pombal a cada vez que a coleta anual não chegasse a 100 Arrobas de Ouro. Conhecido como derramando esta coleção muito impopular. Agentes do governo luso foram autorizados a entrar nas casas para procurar ouro escondido, e geralmente havia muita violência nessas ações.

Em 1788 chegou Luís Antônio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena, o novo governador da Capitania das Minas. Ele chegou com uma ordem explícita da rainha, D. Maria I, para honrar o compromisso e rever os contratos para a exploração das minas de diamantes.

A nova política não foi apenas uma vitória para Portugal, mas também uma forma de acabar com o contrabando de ouro, tanto ouro como diamantes. Isso dizia respeito aos proprietários de grandes minas, àqueles que viviam em contrabando (uma atividade que empregava grande parte da população pobre) e àqueles que tinham dívidas fiscais.

Diante das ameaças, um grupo de moradores de Vila Rica decidiu se reunir para discutir um possível levante. Já nas primeiras reuniões foi dito que era melhor começar uma revolta em Minas, articulada com outras em São Paulo e no Rio de Janeiro. Seria o começo da Inconfidência Mineira. A fim de garantir a maioria da população, eles concordaram que a revolta começaria no dia do ataque quando o levante contra Portugal atingisse o seu pico.

Os Inconfidentes – Líderes da Inconfidência

Os articuladores do movimento foram basicamente divididos em três grupos:

Aqueles que estavam insatisfeitos com a metrópole, incluindo o padre José da Silva de Oliveira Rolim, que era preconceituoso no trato com os diamantes; o padre Carlos Corrêa de Toledo, contra quem foi apresentada uma queixa em Lisboa; Ignacio José de Alvarenga Peixoto, agricultor endividado; José Álvares Maciel, um jovem recém-chegado da Europa, que teve idéias em sua educação contra o absolutismo; e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que estava encarregado de patrulhar as cargas de ouro e diamantes que deixaram as minas no porto do Rio de Janeiro, tornando-o um possível contrabandista.

No segundo grupo estavam os intelectuais Tomás Antônio Gonzaga, que já era Ouvidor de Vila Rica, Cláudio Manuel da Costa e os cônegos Luís Vieira da Silva. Esses homens se juntaram ao movimento através da influência das idéias iluministas.

No terceiro grupo, havia aqueles que tinham dívidas fiscais altas e viam em confiança uma forma de não ter que pagá-los. Foi formado por Domingos de Abreu Vieira, Joaquim Silvério dos Reis e João Rodrigues de Macedo.

Quais Foram os Objetivos da Inconfidência Mineira?

Inspiradas pela independência dos Estados Unidos, as mudanças mais significativas propostas pelo desastre foram o estabelecimento de uma república no Brasil, a liberação do distrito dos diamantes, a promoção da indústria e a exploração do minério de ferro.

Eles também pensaram em criar muitas escolas primárias e uma universidade, assim como hospitais e abrigos para os pobres.

Logo após a independência, o governo de Tomás Antônio Gonzaga seria exercido. Três anos depois, as primeiras eleições seriam realizadas.

O grande problema era a escravidão. Houve uma divisão entre os infortúnios: um grupo disse que o trabalho escravo era incompatível com o sistema republicano, outro grupo que considerava a abolição um ato perigoso porque os negros poderiam vingar seus abusos e atacar os brancos.

De fato, notamos que as ideias liberais dos mineiros eram limitadas precisamente em termos de igualdade; Foi um movimento de elite determinado a manter a escravidão no Brasil.

O Fim da Revolta e Suas Consequências

Havia uma prática comum na colônia: uma denúncia de possíveis conspirações contra a coroa. Essa atitude foi encorajada pela metrópole que os próprios colonos costumavam observar um ao outro. Em geral, denunciou uma conspiração que garantiu ao informante o perdão de suas dívidas com o imposto Lusitano.

Por este motivo, Joaquim Silvério dos Reis conspirou. A denúncia foi emitida em 15 de março de 1789, ao governador Visconde de Barbacena, que ordenou imediatamente a abolição do saque para impedir que a insurreição fosse iniciada pelo inconfidente.

Quando soube da notícia, o vice-rei Luís de Vasconcelos reforçou a polícia no Rio de Janeiro, enviou tropas para Minas e iniciou a detenção do acusado. Em pouco tempo foram Tomás Antônio Gonzaga, Padre Toledo, Alvarenga Peixoto, Tiradentes, Domingos de Abreu Vieira e Álvares Maciel. O padre Rolim conseguiu se esconder no Bairro dos Diamantes, e Freire de Andrade não foi preso porque não foi denunciado. Os outros presos foram capturados.

O poeta Cláudio Manuel da Costa foi preso por guardas Barbacena em uma cela improvisada na Casa dos Contos mesmo antes da chegada dos soldados do Rio de Janeiro, onde foi encontrado morto dias depois. Sua morte foi oficialmente anunciada como suicídio, mas o relatório médico testemunhou que ele morreu sob tortura. Os prisioneiros foram transferidos para o Rio de Janeiro, onde ocorreu um julgamento falho, que põe em dúvida sua seriedade, especialmente porque a maioria dos acusados ​​pertencia à elite econômica, intelectual e religiosa.

O processo se deteriorou de 1789 a 1792 e diz-se que Tiradentes assumiu a responsabilidade pelo movimento; isso facilitou a manutenção de sua sentença de morte, enquanto o restante foi exilado para a África. Os julgamentos atribuídos aos clérigos não foram publicados; Só se sabe que foram enviados para Portugal e depois fechados em vários mosteiros.

A partir do processo em que as inconsistências sofreram, alguns pontos exigem consideração: Primeiro, Tiradentes teve – com exceção da morte de Cláudio Manuel da Costa – o único condenado à morte, a menor importância econômica e social. em segundo lugar, a punição infligida a ele, à qual pendurava, dissecava, mostrava as partes do corpo em praça pública, condenava a salga do país em que ele vivia e a difamação de seus descendentes, porque seu exagero fazia a idéia de Punição exemplar Terrorização dá futuros rebeldes.

Tiradentes foi executado em 21 de abril de 1792. Após ser enforcado, seu corpo foi esquartejado e espalhado pelas ruas onde ele havia falado sobre o Inconfidência; Sua cabeça estava na praça central de Vila Rica, onde permaneceu até seu consumo.

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